quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Quanto tempo!

É..faz tempo que não apareço por aqui. Culpa de dezembro. Esse mês cruel que é o último do ano e que judia de mim sempre. 
Sinônimo de correria, de consumo exagerado e comilança, espero que este dezembro se acabe logo. E falta beeem pouco pra isso!!Uffffa...
Mas aqui estou novamente pra lembrar que O Natal  não tem manual de instruções e O Ano Novo tão pouco!!
Como o Natal já passou ( graças a Deus!!), falo aqui do Reveillón. Aliás, alguém sabe porque nós brasileiros temos o hábito de usar esta expressão francesa??? Eu não sei.
É muito comum que na  ceia de Ano Novo se sirva castanhas portuguesas, amêndoas, nozes, peru, bacalhau da noruega, tender e outras tantas coisas gostosas. Sim, são gostosas. Mas a gente comeu isso na semana passada...pois os cardápios de Natal são bem parecidos, no geral.
Aproveitemos que o ano vai se acabar e deixemos lá atrás o que passou. Se foi bom, melhore. Mas não repita. Já foi!!
Cozinhar é materializar uma energia. Que seja a melhor!!
Prepara a comida da noite da virada é uma delícia! É uma maneira de dividir com aqueles que vão comer com a gente, os nossos desejos para o ano que vai começar.
Traduzir seus desejos em sabores, cores e texturas.  
Há uma superstição que aconselha a evitar comer animais que ciscam ou que andam pra trás, como avs, siris e carangueijos. Outra diz que as mulheres que querem engravidar devem comer peixe à meia noite do dia 31 de dezembro. Romãs e lentilhas também trazem sorte relacionadas ao dinheiro e ao amor, não necessariamente nessa ordem!
Isso sem falar nas cores das toalhas de mesa, das roupas que vestimos, velas, flores, praias, ondas.
Passar o dia 31 grudado na cozinha, à beira do fogão, também não é a melhor alternativa, pode apostar!!
Inove na sua ceia, valorizando os ingredientes do seu país, da sua região, comece o ano se alimentando bem e sem muitos exageros (...é, porque um pouquinho só de exagero faz parte, afinal é tão gostoso!) Sirva um belo peixe assado, que não dá muito trabalho, por exemplo o robalo ou o pintado. Um de mar o outro de rio.
Legumes ao vapor, ervas frescas, molhos de frutas frescas, como laranja, acerola, tamarindo..hmmmmm..
Crocante de bananas com castanhas do Brasil e frutas, muitas frutas.
Para fazer o ROBALO ou o PINTADO: compre-o limpo, sem barrigada, espalhe sal grosso sobre a pele e na barriga, regue com azeite e polvilhe pimenta branca moída na hora. Cubra com alumínio e leve ao forno pré- aquecido. Vez ou outra, molhe-o com suco de limão. Quando estiver cozido retire o papel alumínio e deixe dourar. Sirva!
Se vc tiver uma churrasqueira disponível, pode tirar os filés e grelhá-los na brasa. Ficam primorosos!!


Para preparar os legumes: use uma cuscuzeira ou panela de cozinhar no vapor e cozinhe cada tipo de legume separadamente, mas preste atenção ao ponto/tempo. É interessante que fiquem "al dente" e coloridos, vivos!


E para fazer o molho: se for laranjas, retire o suco, leve ao fogo até que reduza em 50%. Finalize com manteiga gelada, batendo com um batedor de arame. Pode enriquecer com mostarda, mel...
Se for de polpa congelada, leve ao fogo como descrito e espere que reduza também. Acerte a acidez com açúcar, adoçante em pó ou mel. Sirva numa molheira à parte - dá um charme bacana!
E a receita do crocante de bananas?? Taí, ó!


Crocante de banana com castanha-do-pará

Ingredientes:
Para o caramelo
60 gramas de manteiga
3/4 de xícara de açúcar
6 colheres de sopa de glucose de milho
6 colheres de sopa de leite
1 pitada de sal

Para o crocante
3/4 de xícara de farinha de trigo
5 colheres de sopa de açúcar granulado
100 gramas de manteiga gelada
90 gramas de castanha-do-pará picadas grosseiramente
7 bananas prata ou nanicas maduras e firmes, cortadas em tiras no sentido do comprimento
suco de 1 limão pequeno

Modo de preparo:
Para fazer o caramelo, coloque em uma panela a manteiga, o açúcar, o sal, a glucose de milho e leve ao fogo mexendo somente até dissolver o açúcar. Desligue e acrescente o creme de leite. Misture bem e reserve.
Depois, prepare o crocante: em uma tigela, coloque a manteiga, a farinha, o açúcar e misture com as mãos. Em seguida, acrescente o açúcar e misture até obetr uma farofa grossa.
Distribua as bananas em 8 tigelinhas refratárias, regue com o suco de limão. Coloque colheradas do caramelo em cada uma e polvilhe a farofa. Se sobrar caramelo, guarde para servir à parte.
Leve ao forno quente a 200ºC já pré-aquecido e asse por 10 minutos até borbulhar ou dourar a superfície. Sirva quente ou morno. Com sorvete de tapioca fica per  fei  to!!

Tempo de preparo:30 minutos

Rende 8 porções



Cozinhe com amor, pois ele tem um sabor único!! E isso será notado na hora da ceia!
Mentalize as energias boas que vc espera para 2012, pra vc e para os seus. 
Se não for cozinhar, procure o sabor do amor no seu prato (esse a que me refiro, nada tem a ver com aquele sachê de sódio aromatizado que dizem que tempera comidas - eca!) e coma retribuindo o amor de quem fez a comida, elogie. Elogios fazem a alegria de todo cozinheiro e atraem luz, brilho, sorrisos e outras gentilezas! 
Muitas gentilezas, brilhos e sorrisos para o seu 2012!! Muito sabor, novas texturas e ingredientes para sua vida! AMOR no seu sentido completo!

Feliz Ano Novo!!!
  

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Dicas para uma dieta feliz e gostosa

Pra quem de vez em quando entra numa dieta por razões de saúde, ou de estética, é importante sempre ter em mente que o esforço de restringir a sua alimentação deve ser feito para o seu bem, para a sua melhora, portanto, ela deve ser feita com acompanhamento de um especialista de sua confiança. A Internet  tem milhões de recursos incríveis, mas nada que substitua o cuidado de um especialista que te acompanha e te cuida, certo? Então, recorrer a uma dieta alimentar em muitos casos, pode ser a solução para o seu problema, qualquer que seja o problema e o caminho que vai te levar à solução, mas não se esqueça que será um pouco ou muitodifícil, operar a mudança de hábitos, por isso, permita-se o sacrifício em prol de você, da sua melhoria, fazendo com que o prazo da sua restrição seja o mais agradável possível e que os resultados sejam os mais satisfatórios possíveis.

Minha segunda dieta do ano: esta é mais tranquila...Essa semana vegana em que estou, pra desintoxicar um pouquinho meu organismo lindo que me mantém viva e feliz, me fez pensar que algumas dicas são bastante interessantes para as pessoas corajosas que se propõem a fazer dietas.
 Na minha alimentação por esses dias, estão proibidos: laticínios e toda e qualquer proteína animal (carnes, aves, peixes, ovos), toda farinha branca ( de trigo, mandioca, rosca, polvilho, maisena, arroz branco, etc), álcool e açúcar branco.
Nossa!! Então não pode praticamente nada??
Pode sim! Um monte de coisas: todas as frutas, todos os legumes, batatas, farinhas integrais, arroz integral, açúcar mascavo, cereais, grãos, castanhas...azeite... hmmm...
Eu, como cozinheira, tenho algumas facilidades, é claro! Por isso, quero dividir com você, pessoa corajosa que resolveu se cuidar e fazer uma dieta!
Algumas coisas são muito importantes e podem garantir o seu bem estar durante o processo, são elas:

1) Definida a dieta e você sem nenhuma dúvida relacionada ao que pode e ao que não pode, corra pro mercado e compre de tudo o que você pode e que você gosta, em boas quantidades;

2) Você deve ter sempre uns "recursos comestíveis permitidos" à mão: na bolsa, no trabalho, no carro. Não saia de casa sem nada, pois isso vai te fazer lembrar, quando você entrar na primeira lanchonete e perguntar se tem aquilo que você pode comer e @ atendente responder que não tem, que você está proibid@ de comer as coisas que tem lá;

3) Você não deve ficar pensando o tempo todo nas coisas que você não pode comer, mas sim, naquelas que você pode e deve comer pra alcançar seu objetivo de se cuidar;

4) Tenha em casa alguns equipamentos que certamente vão te ajudar durante a dieta  e a vida toda, se você cozinha em casa: uma boa faca ( faca do chef)
Este é um ótimo formato, ela serve pra tudo!!

Uma boa tábua de corte em polipropileno, num tamanho e espessura confortáveis para que o ato de preparar a sua comida seja mais prazeroso

Para utilizar a tábua, coloque um paninho descartável, tipo perfex, úmido e limpo, embaixo dela: isso evita que a tábua deslize sobre a superfície.

Uma cuscuzeira ou panela de cozimento a vapor 


A cuscuzeira, além de fazer cuscuz nordestino, de farinha de milho perfeitamente, ela pode ser usada para cozinhar legumes ao vapor e garantir que eles fiquem cheios de cor e sabor, bem como pré cozinhar linguiças, salsichas, carnes, etc...

E uma frigideira anti aderente, com fundo duplo ou triplo, daquelas pesadas, num tamanho bom, como 30 cm de diâmetro, por exemplo
No fogão doméstico, dificilmente se consegue uma boa chama que ofereça calor suficiente para alguns preparos, como um bom grelhado, por exemplo.Ela deve ser mais pesada, pois segura a temperatura quente por mais tempo, fazendo com que o resultado no grelhado seja infinitamente melhor. Falo em grelhado, mas vale salientar que não somente as carnes podem (e devem) ser grelhadas! Legumes ficam crocantes, com uma textura incrível e uma nota de sabor tostado que faz a diferença - mais ou menos como os chineses preparam - mas sem a quantidade de óleo que eles usam!! 

Além de estar cuidando de você de maneira natural e saudável, sem compostos químicos agredindo seu corpo, sua dieta pode te trazer outros benefícios paralelos: você pode aproveitar a oportunidade e descobrir ou  redescobrir prazer em cozinhar, ampliar os horizontes do seu paladar, experimentando novos temperos, condimentos, sabores que remetem a outras culturas, aprender algumas receitas novas, fuçando em livros de culinária indiana, vegetariana, hare krishna, vegana, árabes, mediterrâneas, enfim...Exija da sua dieta tudo o que você tem direito e aproveite-a de todas as formas!! 
Depois dela, você estará mais saudável, vitorios@ por ter conseguido - mais feliz, portanto. E ainda terá tido uma experiência nova que renderá bonspapos acompanhados de "distrai- dentes" novos para compartilhar com seus querid@s!!     






quarta-feira, 28 de setembro de 2011

MAIS Sucos deliciosos

Laranja, acerola, banana e gengibre



Sem açúcar, se a sua laranja estiver muito ácida, daí até convém colocar um pouquinho de açúcar, senão nem precisa!
Esprema as laranjas, como sempre fez.
No copo do liquidificador, desembale a polpa de acerola, 1 polpa para 8 laranjas, foi o que usei e uma banana nanica.
Bata a polpa de acerola com a laranja até que ela se dissolva e se derreta, daí você põe a banana cortada em 3 ou 4 pedaços, com as mãoes, mesmo! E por último o gengibre, pouquinho, senão ele domina o sabor de todo mundo aí!
Deixe bater até que esteja bem homogêneo e cremoso.
Sirva num copo bonito e divirta-se experimentando o gosto desse Brasilzão.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Sucos de frutas diversas e deliciosas

Suco de Cajá com banana e mascavo

Para cada polpa pequena, 1 Banana nanica, 1 colher de açúcar mascavo e 1 copo de água.
Gengibre raladinho também vai bem aí.
Bata tudo no liquidificador, beba com alegria e agradeça pela diversidade de frutas que podemos ter em casa, na fruteira ou na geladeira sempre.
Prove das mais diferentes, permita-se novos sabores e experiências de paladar.

Amplia os horizontes!




Feliz Primavera cheia de sabores, cores e flores!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Moqueca de Caju tem gosto de...

Meu vô sempre gosta de contar a exímia cozinheira que foi a minha vó: que ela ia comer em restaurantes e quando gostava da comida, tentava reproduzir em casa o preparo até que ficasse igual. Mas ele adora dizer que sempre ficava melhor a dela que a do restaurante!
Eu sou bem suspeita pra falar, porque associo a minha paixão pela cozinha a ela,  D. Augusta, minha vó. E principalmente porque adorava a comida dela e tudo o que envolvia o prato na mesa, a hora das refeições: a feira, o mercado, o pré- preparo, os talheres, a louça sobre a toalha, as pessoas chegando alegres...Ela sempre me pedia pra arrumar a mesa, já que eu era pequena e não podia fazer muito mais que isso! Eu a  do  ra  va arrumar a mesa!! Me sentia parte importante do processo. E fazia com esmero!! Sem frescura, mas com capricho.
Comi em Pirenópolis, mais especificamente na casa do Seu Geraldo, preparada pela mulher dele, uma moqueca de caju de li ci osa que não saiu da minha cabeça, ou melhor das minhas papilas!!
Acabei de fazer e ficou melhor que aquela que comi lá!!
Não!! Não, minto. Involuntariamente minto!! Me engano, na verdade. Tão boa quanto, mas de maneiras diferentes.
Aquela primeira, da Cida, esposa do Seu Geraldo, teve a mágica e o encantamento de ser a primeira - e isso tem bem seu valor: um mérito que nehuma outra moqueca de caju poderá tirar!!!
E a minha? A minha tem gostinho de segurança, de surpresa boa, de conforto, de lembrança dos tempos em que eu só punha a mesa, queria mexer nas panelas, mas ainda não podia.

Receitinha!!

Alguns cajus
Cebola picadinha
Alho
Azeite de dendê
Azeite de oliva
Pimenta dedo de moça fresca ou malagueta fresca - a malagueta arde mais e se você não quiser muita picância, retire as sementes. Ah, sim: lembre de fazer isso usando luvas descartáveis, afinal, nos olhos dos outros, não é refresco!
Tomate sem pele nem semente picadinho 
Pimenta branca moída na hora
Sal
Leite de coco
Cheiro verde fresco
Caldo de peixe- opcional

Pra Fazer:
1. Retire as extremidades dos cajus e esprema cada um deles carinhosmente com as suas mãos, reserve o suco (pra fazer uma sakerinha enquanto cozinha!Ou qualquer outra coisa- não recomendo usar na moqueca, fica muito doce) e corte os cajus à sua maneira;

2. Aqueça uma frigideira da sua confiança, deite o dendê, seguido do azeite de oliva;

3. Refogue a cebola e olaho picadinhos bem miúdo, as pimentas também;

4. Entre com o caju e salteie na frigideira amiga até dourar;

5. Essa é a hora do tomate! Coloque  e puxe até que levante fervura;

6. Acrescente o leite de coco e deixe reduzir por uns minutos. Prove, veja se está bom de sal, se está gostoso - se não estiver, pergunte à sua língua o que falta e a obedeça, por favor.

7. Termine salpicando o cheiro verde.

Eu comi com arroz japonês e sardinhas fritas empanadas no fubá e ficou muito bom!!
Também deve funcionar como entrada, distrai dentes com beiju de tapioca...



terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sem pesos, medidas ou tempos

A costela aí de baixo, foi comprada pronta!! Só a carne. Meu amorzão exagerou um pouco na quantidade e guardei no freezer, pra uma outra refeição.Que foi essa e ficou ótima com meus acessórios de última hora.
Mas fazê-la não é difícil: Ligue o forno na temperatura mais alta e deixe por pelo menos 20 minutos.Tempere com sal grosso e pimenta do reino moída na hora a peça de costela numa assadeira.
Antes de fechar com o papel alumínio, coloque na assadeira uma folha de louro, uns dentes de alho e pedaços de cebola ao seu gosto e oque mais vc bem entender - batatas doces, batatas andinas, cenouras...!
O ideal mesmo seria vc assá-la sobre uma grelha, de modo a deixar que a gordura escorra  na fôrma de baixo, que deve ter água, em 1 dedo de altura, pra criar vapor e não queimar a gordura que vai caindo, sem que essa gordura fique em contato com a carne.
Isso vai levar um bom tempo.
Daí, vc lava a sujeirinha que já fez, corta os legumes, cozinha no vapor: numa cuscuzeira ou panela dupla, deixando os legumes al dente e branqueando-os ( branquear é dar um choque térmico  - saindo do quente, dê um banho de gelo e água para interromper o cozimento de maneira rápida). Reserve os legumes branqueados e faça o molho:
O meu foi de iogurte com mostarda a  l`ancienne  (aquela que tem sementinhas). Numa frigideirinha, derreta um pouquinho de açúcar, aqueça o iogurte e adicione a mostarda, acerte o sal, a acidez  e a consistência. Sua boca (papilas) vai dizer se está bom ou não.
Grelhe os legumes branqueados em chapa quente com pouca manteiga.
Quando a costela estiver assada, macia, retire a proteção do alumínio e deixe que doure.
Monte um prato bonito, chame as pessoas privilegiadas que provarão da sua comida e desfrutarão de sua companhia e faça um brinde à amizade em torno da mesa.
E divirta-se!!
Um chazinho de erva doce com gengibre depois vai muito bem...costela é uma delícia, mas é bem gorda!!Por isso aproveite, não é uma comida pra se comer todo dia...!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Falando em "receita"

Tem muitas livrarias e um infindável número de exemplares de livros de receitas - de culinárias internacionais, de técnicas, cozinhas de todo o mundo, livros em todas as línguas, por ingredientes, harmonizados com vinhos diversos, por temas como especiarias, com ovos ou sem, veganas e vegetarianas, enfim, se eu fosse citar aqui, passaria a tarde digitando títulos de livros de receitas!
Mas não é isso.
Se cozinhar fosse apenas seguir receitas...
É também.
Mas tem um jeito, um segredinho de cada um. É praticamente impossível eu, ele e você fazermos a mesma receita e chegarmos ao mesmo resultado!! Por que??
Por uma série de fatores: eu misturo pra direita, vc pra esquerda, ele mexe de outro jeito, minha mão é mais quente que a sua que é mais quente que a dele, que é mais úmida...o tempo de descanso da minha massa passou um pouco, mas o fogo do seu fogão é mais alto que o do meu e por aí vai.
Quando uma receita diz o tempo de preparo ou de cozimento, lembre-se de que o tempo é um conceito muito relativo.
Cada cozinheiro tem uma maneira única de se relacionar com a comida que vai preparar e creio que seja essa a diferença.
Ontem, numa conversa com minha amiga antropóloga, falávamos de raízes.Aliás, um tema e tanto!
Raízes que são mais que raças, mais que origens, raízes de antepassados longínquos e as raízes deles. Nossa história individual: onde nasceu, o que comia, quem preparava, se era bom ou não, as sensações viscerais das comidas e suas memórias. O afeto que vinha com cada sabor e cada textura.
Se você cozinha com amor ou com pressa, com pressa, mas com amor, se vc cozinha só pra si ou para os outros, queridos ou nem tanto, por prazer ou por obrigação...se você saboreia ou engole, degusta ou enche a pança, agradece o alimento ou reclama dele, se você se senta ou come em pé.
Variáveis pouco palpáveis, difíceis de serem mensuradas, medidas ou pesadas é que vão fazer a diferença na hora de meter a mão na massa e encarar as panelas.
Sugiro a libertação das receitas, a dominação das ideias, a coragem e a experimentação culinária.
O pior que pode acontecer é não ficar muito gostoso...e daí?
Tenta denovo!
E vai fazendo as suas receitas.

"Costela Bovina assada ao bafo com erva doce e abobrinhas grelhadas ao molho de mostarda ancienne"



segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Qual o recheio do seu pão??

Resgatei uma receita perdida de pães de cará recheados coom rapadura, uma receita africana que vi numa revista que eu gosto de ler vez ou outra - a Vida Simples. E me dei conta de que pouco tempo dediquei nessa minha carreira "auto- didata"a eles, os pães.
Refiz o pão doce africano e ficou incrível!!
De lá pra cá, resolvi fazer amizade com o fermento bilógico e sovar muitas massas. Adaptei a receita doce para uma salgada: Pão de cará recheado com queijo meia cura, ontem fiz pão de batata, pão de queijo e já tô pensando no próximo...
Cheiro de pão é memória boa de vó na cozinha, com avental sujo de farinha, tentando limpar a massa grudada nas mãos. Aquela ansiedade gostosa que a gente fica enquanto é criança, de não ver a hora daquilo ali, que está a crescer no forno, e a dourar e a perfumar a casa toda ficar pronto.
Como um filme lento: a mesa sendo posta, primeiro as louças, depois os talheres, aí os outros acessórios que vão enobrecer ainda mais o protagonista da refeição: manteiga, queijo, geléia...hmmmm pão é muito bom! Feito em casa, então, melhor ainda e vem sempre recheado de boas lembranças.

PÃES DE CARÁ COM QUEIJO MEIA CURA


PÃES DE QUEIJO INDO PRO FORNO

PÃO DE BATATA COM QUEIJO




PÃO DE BATATA

OFÍCIO!



quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Cupuaçu 5x 0 Cozinheiras


Recebi o primeiro comentário aqui no blog: Olha que maravilha!! E o comentário me animou a atualizar algumas postagens que estão atrasadas....
Tenho uma amiga que conheci numa fatídica aula-enganação num congresso de gastronomia em Brasília. O Congresso foi bom, mas a aula era de mentirinha, fomos enganadas e ainda pagamos por isso. Mas na verdade, creio que ali estávamos para nos encontrarmos, essas coisas que a vida tem de bom: que aula, que nada!! Afinal, a indignação por ter pago em tempo, atenção e em dinheiro por aquela porcaria foi oque nos uniu.
E pelos fogões e mesas desta cidade estamos até hoje, cozinhando e comendo. E estaremos por um bom tempo, pois, se a parceria é boa, os resultados também o são!!
Mas, contextualizada a personagem, íamos fazer um jantar numa embaixada por aqui (foi cancelado de última hora devido a um imprevisto) e a sobremesa seria uma torta de cupuaçu com chocolate amargo - deliciosa!!
E eis que uma outra amiga que o universo bondosamente me trouxe,( mas que depois eu apresento) encontrou cupuaçus frescos na feira do Guará e comprou pra mim.
Eu achei que sabia mexer com a coisa, sim, achei. Porque não sabia!!
Nos aventuramos a despolpar a fruta brasileira, cheias de entusiasmo. Começamos quebrando a sua casca - que era bem dura: martelo, faca e força. Pedacinhos pra todo lado e  ela rompeu.
A polpa visualmente lembra a do cacau, o perfume é único e incrível!!
Mas a santa polpa é enjoada de sair da amêndoa!!
Puxa daqui, segura dali, escorrega da mão. Tenta com a faca, lisa, de serra, grande, pequena e nada da polpa sair...kkkkkkkkkk....Nada de polpa, mas muita risada.
Tomamos um chocolate de cupuaçu!!! Mas não foi do bom, não, foi aquele "chocolate" do futebol - ele, cupuaçu, ganhou de lavada!!
Vencidas pela fruta brasileira de perfume maravilhoso e sabor inigualável, metemos as amêndoas de cupuaçu numa panela com um pouquinho de açúcar e o perfume tomou conta da casa, do andar do prédio dela, pra ser mais exata.
Na panela, cada um que passava, tirava uma amêndoa e punha na boca. Até que a polpa insistente resolvesse se soltar, muito sabor se espalhou por papilas felizes.
Para se despolpar um cupuaçu, é necessário usar tesourinhas, como aquelas de unha, com a ponta fina, sabe??




Agora eu também sei. E vou fazer direitinho da próxima vez!!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

E falando em saúde...

Essa novidade de ter um blog parece pressionar para que tenhamos também ideias, novidades e subsídios para escrever frequentemente sobre alguma coisa.
Redes sociais, blogs, twitter, sms, msn e inúmeros "escreva alguma coisa" são preenchidos diariamente por um número gigantesco de pessoas.É um mercado.
Um monte de coisas boas de verdade.
Outras interessantes, até. Mas a quantidade de besteiras e bobagens também é altíssima, se não for a maior parte na rede.
Se eu venho até aqui, atravesso este portal virtual pra jogar no mundo impressões, sentimentos, contar histórias ou dividir receitas, pretendo sempre fazê-lo a fim de acrescentar algo a alguém - uma risada, por exemplo, já estaria ótimo!!
Às vezes temos vontade de reclamar, de denunciar, de compartilhar um inconformismo ou outro.
Mas você já pensou em quantas reclamações faz por dia? Ou quantas reclamações ouve por dia?
É um verdadeiro vício!!
As pessoas reclamam. Compulsivamente.De quase tudo.
Umas mais, outras menos.
Tenho ex- amigos, que perdi por causa da reclamação.
Sabemos dos males do álcool, do crack, da maconha, do tabaco. Mas não sabemos do mal que faz à saúde humana a reclamação crônica.
Se for pra reclamar, não fale.
Reclamação: Evite este mal.
Até porque, quem reclama de tudo e sempre, perde a credibilidade, banaliza o valor da crítica.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Indignação e impotência

O Veneno está na mesa, documentário sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil, em 4 partes, disponível na íntegra no Youtube- Assistam e divulguem.

sábado, 30 de julho de 2011

bolo de chocolate


Geléia




Os meus Clássicos

Aproveitando a época dos morangos bons e baratos, hoje fiz geléia de morangos.
Gosto bastante de agradar quem me agrada e quem me ajuda de alguma forma especial, por exemplo, o amigo que cuidou dos meus 3 cães enquanto eu viajava - isso é uma daquelas coisas impagáveis!
Um bolinho de chocolate e um potinho de geléia fresquinha artesanal espero que ilustrem um pouco da minha gratidão!
Todos os anos, nessa época, faço uma baldada de geléia de morangos! Adoro, porque é natural e não fica muito doce, como algumas que a gente compra, além do mais dura um bom tempo.

Aprendi com uma canadense para a qual trabalhei por 3 meses, uma fórmula bem legal de fazer geléias, e das que eu conhecia, essa é a maneira que eu mais uso e mais gosto do resultado, que é assim:

Para cada 500g de frutas, utilize 350g de açúcar- eu costumo reduzir o açúcar, no caso dos morangos
Lave as frutas, corte a seu prazer e misture o açúcar, envolvendo bem os pedacinhos de frutas.
Tampe e deixe por pelo menos 4 horas, fora da geladeira.
Leve ao fogo numa panela pesada, de ferro, ou fundo triplo, (ou a que vc quiser!) em fogo médio até que levante fervura, daí abaixe o fogo, mexa com uma colher de pau e use uma escumadeira, pra ir retirando a espuma que vai se juntando.
Não costumo falar em tempo de cozimento, porque isso varia conforme a panela que vc estiver usando, o tipo do seu fogão, e tantas outras coisas...mas você vai perceber que o açúcar está bem cozido, uniformew e reduzido. A geléia fica brilhante, com a cor bem viva da fruta e muito perfumada.
Na de morango, eu gosto de pôr alecrim fresco no final, suave, um pouquinho e baunilha de verdade, sim...as favas!!Fica ótimo!
Lave os vidros que você vai guardar sua geléia e passe água fervendo neles. Seque bem e preencha-os com a geléia ainda quente. Não tampe até que a sua geléia deliciosa esteja totalmente fria. Divirta-se!!
Os clássicos são adoráveis.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Goiabada Cascão - Beth Carvalho.wmv

Bolos sem ovos!!

Andei remexendo aqui na estante e achei um livrinho dos Hare Krishna, que tenho há uns 10 anos...comprei em São Paulo, no farol da Oscar Freire com a Rebouças, um dia, indo trabalhar.
E nunca fiz nenhuma receita dele!
Sempre simpatizei com os hare krishna!!
Hoje resolvi usar o livro e fiz uma receitinha fácil de "Bolo de Goiabada", com uma goiabada cascão em caixa, que trouxe lá da Cidade Ocidental- GO (coisa fina, sinhá, que ninguém mais acha!!), mais especificamente dos Mesquita, que é uma comunidade remanescente de quilombos, quando estive por lá a trabalho.
O bolo é barato e facinho de fazer, mas não é um primor de delicioso, não...é gostosinho, sim e só.
Mas é bemmm fácil:

1xíc. de farinha de trigo
4 colheres de chá de feremento em pó
2 colheres de sopa de iogurte ou leite de soja - fiz com iogurte
3 colheres de sopa de óleo de arroz, milho ou girassol - fiz com girassol
1/2 xíc de açúcar
1 xíc de leite
1/2 xíc de goibada picada

Para Fazer:
1. Peneire e misture todos os ingredientes secos;
2. Junte os molhados e misture com uma colher de pau;
3. Adicione os cubinhos de goiabada - passe-os na farinha de trigo, e retire o excesso para acrescentar à mistura - e mexa delicadamente;
4. Leve ao forno quente por cerca de 25 minutos, em assadeira untada com manteiga sem sal e farinha;
5. Para cortar, espere que esfrie completamente.

Eu polvilhei com açúcar impalpável e um tiquin de canela, pra ver se melhorava a carinha dele...e você pode também substituir a goibada por marmelada, doce de laranja e outros doces do tipo.

É bom pq é rápido, baratinho e não faz muita sujeira...mas tem bastante espaço pra melhorar!!

Minha primeira vez...

Num "blog".
Isso aqui é mais um diário, que talvez nem seja assim, realmente diário, de uma cozinheira que, profissionalmente não está cozinhando e que adora cozinhar.
Eu.
Me deu vontade de compartilhar algumas aventuras alimentícias nas quais me meto em casa, na casa dos amigos e até no trabalho, apesar de não estar cozinhando como principal atividade diária, orbito o fantástico e complexo mundo da alimentação em diferentes vertentes: como consultora organizacional de um restaurante árabe pequeno, como pesquisadora de ingredientes regionais na alimentação escolar e também criando receitas com ingredientes do cerrado para um provável futuro buffet.
Moro quase em Brasília, sim, porque fica há uns 20 e poucos km do plano piloto, num condomínio rural.
Nascida e crescida em São Paulo - Capital, sempre inconformada em não ver estrelas no céu ou em não ter árvores em volta nem silêncio, vim pra cá trabalhar a convite de um empresário, como chef de um restaurante italiano. A ideia, o layout, a cozinha, o cardápio, o nome, logo, seleção de pessoal, proposta de identidade e tudo o mais que é fazer um restaurante, fui eu que fiz. E ficou simpático!!Se considerarmos os recursos que eu dispunha, principalmente!Isso faz quase 5 anos...o restaurante se foi e eu fui ficando,  querendo ir embora e fiquei.
Pelo menos até aqui.
Em São Paulo, recheei meu currículo com Fasanos, Alex Atalas, Laurents, Ericks Jacquins quando eles ainda não eram moda -entre outros menos populares no metiê da Alta Gastronomia. Aliás, esse termo não me agrada...rsrs.
Com 12 anos de panelas e frigideiras, me chamo de cozinheira.
Uma vez, uma "amiga doutora" me perguntou assim: "Cozinheira??? Não tem nome mais bonito, não, pra sua profissão??"
Ela e tantas outras pessoas espantadas comigo cozinheira que me fazem rir e lamentar..mais rir, é claro..kkk!!
Portanto, Sim, cozinheira, sim! Orgulhosamente.
Já é muito e ainda tem tantas outras coisas nessa vida!
Mas, rapidamente apresentada agora, vamos ver se dou conta do que é ter um blog!!