A costela aí de baixo, foi comprada pronta!! Só a carne. Meu amorzão exagerou um pouco na quantidade e guardei no freezer, pra uma outra refeição.Que foi essa e ficou ótima com meus acessórios de última hora.
Mas fazê-la não é difícil: Ligue o forno na temperatura mais alta e deixe por pelo menos 20 minutos.Tempere com sal grosso e pimenta do reino moída na hora a peça de costela numa assadeira.
Antes de fechar com o papel alumínio, coloque na assadeira uma folha de louro, uns dentes de alho e pedaços de cebola ao seu gosto e oque mais vc bem entender - batatas doces, batatas andinas, cenouras...!
O ideal mesmo seria vc assá-la sobre uma grelha, de modo a deixar que a gordura escorra na fôrma de baixo, que deve ter água, em 1 dedo de altura, pra criar vapor e não queimar a gordura que vai caindo, sem que essa gordura fique em contato com a carne.
Isso vai levar um bom tempo.
Daí, vc lava a sujeirinha que já fez, corta os legumes, cozinha no vapor: numa cuscuzeira ou panela dupla, deixando os legumes al dente e branqueando-os ( branquear é dar um choque térmico - saindo do quente, dê um banho de gelo e água para interromper o cozimento de maneira rápida). Reserve os legumes branqueados e faça o molho:
O meu foi de iogurte com mostarda a l`ancienne (aquela que tem sementinhas). Numa frigideirinha, derreta um pouquinho de açúcar, aqueça o iogurte e adicione a mostarda, acerte o sal, a acidez e a consistência. Sua boca (papilas) vai dizer se está bom ou não.
Grelhe os legumes branqueados em chapa quente com pouca manteiga.
Quando a costela estiver assada, macia, retire a proteção do alumínio e deixe que doure.
Monte um prato bonito, chame as pessoas privilegiadas que provarão da sua comida e desfrutarão de sua companhia e faça um brinde à amizade em torno da mesa.
E divirta-se!!
Um chazinho de erva doce com gengibre depois vai muito bem...costela é uma delícia, mas é bem gorda!!Por isso aproveite, não é uma comida pra se comer todo dia...!
"As pessoas que ganham a vida com esforço e rezam escondidas, como você e eu, improvisam o melhor possível entre as panelas e os lençóis, aproveitando o que se tem à mão, sem pensar muito no assunto e sem muita pompa, agradecidas pelos dentes que restam e pela sorte imensa de ter a quem abraçar" (Isabel Allende)
terça-feira, 30 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Falando em "receita"
Tem muitas livrarias e um infindável número de exemplares de livros de receitas - de culinárias internacionais, de técnicas, cozinhas de todo o mundo, livros em todas as línguas, por ingredientes, harmonizados com vinhos diversos, por temas como especiarias, com ovos ou sem, veganas e vegetarianas, enfim, se eu fosse citar aqui, passaria a tarde digitando títulos de livros de receitas!
Mas não é isso.
Se cozinhar fosse apenas seguir receitas...
É também.
Mas tem um jeito, um segredinho de cada um. É praticamente impossível eu, ele e você fazermos a mesma receita e chegarmos ao mesmo resultado!! Por que??
Por uma série de fatores: eu misturo pra direita, vc pra esquerda, ele mexe de outro jeito, minha mão é mais quente que a sua que é mais quente que a dele, que é mais úmida...o tempo de descanso da minha massa passou um pouco, mas o fogo do seu fogão é mais alto que o do meu e por aí vai.
Quando uma receita diz o tempo de preparo ou de cozimento, lembre-se de que o tempo é um conceito muito relativo.
Cada cozinheiro tem uma maneira única de se relacionar com a comida que vai preparar e creio que seja essa a diferença.
Ontem, numa conversa com minha amiga antropóloga, falávamos de raízes.Aliás, um tema e tanto!
Raízes que são mais que raças, mais que origens, raízes de antepassados longínquos e as raízes deles. Nossa história individual: onde nasceu, o que comia, quem preparava, se era bom ou não, as sensações viscerais das comidas e suas memórias. O afeto que vinha com cada sabor e cada textura.
Se você cozinha com amor ou com pressa, com pressa, mas com amor, se vc cozinha só pra si ou para os outros, queridos ou nem tanto, por prazer ou por obrigação...se você saboreia ou engole, degusta ou enche a pança, agradece o alimento ou reclama dele, se você se senta ou come em pé.
Variáveis pouco palpáveis, difíceis de serem mensuradas, medidas ou pesadas é que vão fazer a diferença na hora de meter a mão na massa e encarar as panelas.
Sugiro a libertação das receitas, a dominação das ideias, a coragem e a experimentação culinária.
O pior que pode acontecer é não ficar muito gostoso...e daí?
Tenta denovo!
E vai fazendo as suas receitas.
"Costela Bovina assada ao bafo com erva doce e abobrinhas grelhadas ao molho de mostarda ancienne"
Mas não é isso.
Se cozinhar fosse apenas seguir receitas...
É também.
Mas tem um jeito, um segredinho de cada um. É praticamente impossível eu, ele e você fazermos a mesma receita e chegarmos ao mesmo resultado!! Por que??
Por uma série de fatores: eu misturo pra direita, vc pra esquerda, ele mexe de outro jeito, minha mão é mais quente que a sua que é mais quente que a dele, que é mais úmida...o tempo de descanso da minha massa passou um pouco, mas o fogo do seu fogão é mais alto que o do meu e por aí vai.
Quando uma receita diz o tempo de preparo ou de cozimento, lembre-se de que o tempo é um conceito muito relativo.
Cada cozinheiro tem uma maneira única de se relacionar com a comida que vai preparar e creio que seja essa a diferença.
Ontem, numa conversa com minha amiga antropóloga, falávamos de raízes.Aliás, um tema e tanto!
Raízes que são mais que raças, mais que origens, raízes de antepassados longínquos e as raízes deles. Nossa história individual: onde nasceu, o que comia, quem preparava, se era bom ou não, as sensações viscerais das comidas e suas memórias. O afeto que vinha com cada sabor e cada textura.
Se você cozinha com amor ou com pressa, com pressa, mas com amor, se vc cozinha só pra si ou para os outros, queridos ou nem tanto, por prazer ou por obrigação...se você saboreia ou engole, degusta ou enche a pança, agradece o alimento ou reclama dele, se você se senta ou come em pé.
Variáveis pouco palpáveis, difíceis de serem mensuradas, medidas ou pesadas é que vão fazer a diferença na hora de meter a mão na massa e encarar as panelas.
Sugiro a libertação das receitas, a dominação das ideias, a coragem e a experimentação culinária.
O pior que pode acontecer é não ficar muito gostoso...e daí?
Tenta denovo!
E vai fazendo as suas receitas.
"Costela Bovina assada ao bafo com erva doce e abobrinhas grelhadas ao molho de mostarda ancienne"
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Qual o recheio do seu pão??
Resgatei uma receita perdida de pães de cará recheados coom rapadura, uma receita africana que vi numa revista que eu gosto de ler vez ou outra - a Vida Simples. E me dei conta de que pouco tempo dediquei nessa minha carreira "auto- didata"a eles, os pães.
Refiz o pão doce africano e ficou incrível!!
De lá pra cá, resolvi fazer amizade com o fermento bilógico e sovar muitas massas. Adaptei a receita doce para uma salgada: Pão de cará recheado com queijo meia cura, ontem fiz pão de batata, pão de queijo e já tô pensando no próximo...
Cheiro de pão é memória boa de vó na cozinha, com avental sujo de farinha, tentando limpar a massa grudada nas mãos. Aquela ansiedade gostosa que a gente fica enquanto é criança, de não ver a hora daquilo ali, que está a crescer no forno, e a dourar e a perfumar a casa toda ficar pronto.
Como um filme lento: a mesa sendo posta, primeiro as louças, depois os talheres, aí os outros acessórios que vão enobrecer ainda mais o protagonista da refeição: manteiga, queijo, geléia...hmmmm pão é muito bom! Feito em casa, então, melhor ainda e vem sempre recheado de boas lembranças.
PÃES DE CARÁ COM QUEIJO MEIA CURA
PÃES DE QUEIJO INDO PRO FORNO
PÃO DE BATATA COM QUEIJO
PÃO DE BATATA
OFÍCIO!
Refiz o pão doce africano e ficou incrível!!
De lá pra cá, resolvi fazer amizade com o fermento bilógico e sovar muitas massas. Adaptei a receita doce para uma salgada: Pão de cará recheado com queijo meia cura, ontem fiz pão de batata, pão de queijo e já tô pensando no próximo...
Cheiro de pão é memória boa de vó na cozinha, com avental sujo de farinha, tentando limpar a massa grudada nas mãos. Aquela ansiedade gostosa que a gente fica enquanto é criança, de não ver a hora daquilo ali, que está a crescer no forno, e a dourar e a perfumar a casa toda ficar pronto.
Como um filme lento: a mesa sendo posta, primeiro as louças, depois os talheres, aí os outros acessórios que vão enobrecer ainda mais o protagonista da refeição: manteiga, queijo, geléia...hmmmm pão é muito bom! Feito em casa, então, melhor ainda e vem sempre recheado de boas lembranças.
PÃES DE CARÁ COM QUEIJO MEIA CURA
PÃES DE QUEIJO INDO PRO FORNO
PÃO DE BATATA COM QUEIJO
PÃO DE BATATA
OFÍCIO!
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Cupuaçu 5x 0 Cozinheiras
Recebi o primeiro comentário aqui no blog: Olha que maravilha!! E o comentário me animou a atualizar algumas postagens que estão atrasadas....
Tenho uma amiga que conheci numa fatídica aula-enganação num congresso de gastronomia em Brasília. O Congresso foi bom, mas a aula era de mentirinha, fomos enganadas e ainda pagamos por isso. Mas na verdade, creio que ali estávamos para nos encontrarmos, essas coisas que a vida tem de bom: que aula, que nada!! Afinal, a indignação por ter pago em tempo, atenção e em dinheiro por aquela porcaria foi oque nos uniu.
E pelos fogões e mesas desta cidade estamos até hoje, cozinhando e comendo. E estaremos por um bom tempo, pois, se a parceria é boa, os resultados também o são!!
Mas, contextualizada a personagem, íamos fazer um jantar numa embaixada por aqui (foi cancelado de última hora devido a um imprevisto) e a sobremesa seria uma torta de cupuaçu com chocolate amargo - deliciosa!!
E eis que uma outra amiga que o universo bondosamente me trouxe,( mas que depois eu apresento) encontrou cupuaçus frescos na feira do Guará e comprou pra mim.
Eu achei que sabia mexer com a coisa, sim, achei. Porque não sabia!!
Nos aventuramos a despolpar a fruta brasileira, cheias de entusiasmo. Começamos quebrando a sua casca - que era bem dura: martelo, faca e força. Pedacinhos pra todo lado e ela rompeu.
A polpa visualmente lembra a do cacau, o perfume é único e incrível!!
Mas a santa polpa é enjoada de sair da amêndoa!!
Puxa daqui, segura dali, escorrega da mão. Tenta com a faca, lisa, de serra, grande, pequena e nada da polpa sair...kkkkkkkkkk....Nada de polpa, mas muita risada.
Tomamos um chocolate de cupuaçu!!! Mas não foi do bom, não, foi aquele "chocolate" do futebol - ele, cupuaçu, ganhou de lavada!!
Vencidas pela fruta brasileira de perfume maravilhoso e sabor inigualável, metemos as amêndoas de cupuaçu numa panela com um pouquinho de açúcar e o perfume tomou conta da casa, do andar do prédio dela, pra ser mais exata.
Na panela, cada um que passava, tirava uma amêndoa e punha na boca. Até que a polpa insistente resolvesse se soltar, muito sabor se espalhou por papilas felizes.
Para se despolpar um cupuaçu, é necessário usar tesourinhas, como aquelas de unha, com a ponta fina, sabe??
Agora eu também sei. E vou fazer direitinho da próxima vez!!
terça-feira, 9 de agosto de 2011
E falando em saúde...
Essa novidade de ter um blog parece pressionar para que tenhamos também ideias, novidades e subsídios para escrever frequentemente sobre alguma coisa.
Redes sociais, blogs, twitter, sms, msn e inúmeros "escreva alguma coisa" são preenchidos diariamente por um número gigantesco de pessoas.É um mercado.
Um monte de coisas boas de verdade.
Outras interessantes, até. Mas a quantidade de besteiras e bobagens também é altíssima, se não for a maior parte na rede.
Se eu venho até aqui, atravesso este portal virtual pra jogar no mundo impressões, sentimentos, contar histórias ou dividir receitas, pretendo sempre fazê-lo a fim de acrescentar algo a alguém - uma risada, por exemplo, já estaria ótimo!!
Às vezes temos vontade de reclamar, de denunciar, de compartilhar um inconformismo ou outro.
Mas você já pensou em quantas reclamações faz por dia? Ou quantas reclamações ouve por dia?
É um verdadeiro vício!!
As pessoas reclamam. Compulsivamente.De quase tudo.
Umas mais, outras menos.
Tenho ex- amigos, que perdi por causa da reclamação.
Sabemos dos males do álcool, do crack, da maconha, do tabaco. Mas não sabemos do mal que faz à saúde humana a reclamação crônica.
Se for pra reclamar, não fale.
Reclamação: Evite este mal.
Até porque, quem reclama de tudo e sempre, perde a credibilidade, banaliza o valor da crítica.
Redes sociais, blogs, twitter, sms, msn e inúmeros "escreva alguma coisa" são preenchidos diariamente por um número gigantesco de pessoas.É um mercado.
Um monte de coisas boas de verdade.
Outras interessantes, até. Mas a quantidade de besteiras e bobagens também é altíssima, se não for a maior parte na rede.
Se eu venho até aqui, atravesso este portal virtual pra jogar no mundo impressões, sentimentos, contar histórias ou dividir receitas, pretendo sempre fazê-lo a fim de acrescentar algo a alguém - uma risada, por exemplo, já estaria ótimo!!
Às vezes temos vontade de reclamar, de denunciar, de compartilhar um inconformismo ou outro.
Mas você já pensou em quantas reclamações faz por dia? Ou quantas reclamações ouve por dia?
É um verdadeiro vício!!
As pessoas reclamam. Compulsivamente.De quase tudo.
Umas mais, outras menos.
Tenho ex- amigos, que perdi por causa da reclamação.
Sabemos dos males do álcool, do crack, da maconha, do tabaco. Mas não sabemos do mal que faz à saúde humana a reclamação crônica.
Se for pra reclamar, não fale.
Reclamação: Evite este mal.
Até porque, quem reclama de tudo e sempre, perde a credibilidade, banaliza o valor da crítica.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Indignação e impotência
O Veneno está na mesa, documentário sobre o uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil, em 4 partes, disponível na íntegra no Youtube- Assistam e divulguem.
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